Cirurgia Metabólica

Define-se então cirurgia metabólica como qualquer intervenção do tubo digestivo, que tem como finalidade o controle do diabetes do tipo 2, com ou sem medicação através de mecanismos independentes da perda de peso, e também secundariamente por perda de peso.

Qual a diferença entre cirurgias bariátrica e metabólica?

Apesar de serem procedimentos muito similares, muitas vezes realizados com a mesma técnica cirúrgica (como o bypass gástrico), as cirurgias bariátrica e metabólica possuem objetivos muito diferentes, que devem ser levados em conta pela equipe médica e também pelo paciente. A bariátrica, por exemplo, tem como foco a redução do peso, enquanto a metabólica destina-se ao controle do diabetes.

O conceito de cirurgia bariátrica também é mais antigo, uma vez que a técnica foi introduzida no mundo há mais de 50 anos e é repetida no Brasil há pelo menos 20. A metabólica, por sua vez, é mais recente e recebe esse nome devido a transformações endócrinas pelas quais o paciente passa após a intervenção cirúrgica, com alterações na síntese de hormônios responsáveis pelos níveis de açúcar no sangue.

A cirurgia metabólica atua em outras doenças que não a diabetes?

Apesar de o principal objetivo da cirurgia metabólica ser o controle do diabetes tipo 2, o procedimento pode trazer outros benefícios à saúde. As transformações anatômicas realizadas pela cirurgia provocam o aumento da quantidade de hormônios que atuam na regulação do açúcar e do metabolismo, controlando a fome e promovendo a saciedade.

Por isso, além da melhora do quadro de diabetes, a cirurgia metabólica favorece a redução e o controle equilibrado do peso, colabora com a queda dos níveis de colesterol ruim (LDL) e aumento do colesterol bom (HDL), reduz a apneia do sono e melhora a hipertensão arterial, reduzindo os riscos de problemas cardiovasculares.

Já é realizado cirurgia metabólica no Brasil?

Em dezembro de 2017, no Brasil,  ocorreu o reconheceu da cirurgia metabólica para o tratamento de pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2, com IMC entre 30 kg/m2 e 34,9 kg/m2, sem resposta ao tratamento clínico convencional. Ainda esta em fase de viabilização pelo ministério da saúde, com boas perspectivas para 2021. O procedimento, aprovado pelo Conselho Federal de Medicina, ainda é reconhecido por mais de 50 sociedades médicas ao redor do mundo.

Quem pode fazer a cirurgia

Com a nova resolução do CFM estas pessoas passam a ter a cirurgia metabólica como opção terapêutica, caso o tratamento clínico não apresente resultados. As normas estabelecem que estão aptos os pacientes:

  • Com diabetes tipo 2, diagnosticado há menos de 10 anos
  • IMC superior a 30 kg/m²;
  • Com mais de 30 e no máximo 70 anos;
  • Parecer médico que aponte a resistência ao tratamento clínico com antidiabéticos orais e/ou injetáveis, mudanças no estilo de vida
  • Tenha comparecido ao endocrinologista por no mínimo dois anos
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